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Sexta, 16 de abril de 2021
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Apodi

Entenda o caso do homicídio do "Andarilho" que envolve um comerciante em Apodi/RN

A vítima foi Gildomar Barbosa Nogueira, de 48 anos, natural de Caicó. 

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O Homicídio ocorreu na Quinta-feira (10) de Dezembro de 2020, em Apodi-RN. O crime aconteceu no Posto Apodi, mais conhecido como o Posto de Bebel, localizado no Portal da Chapada. A vítima do homicídio foi identificada através da equipe da DHPP Natal, que ao ver as fotos conseguiu descobrir a identidade e localizar a família. A vítima foi Gildomar Barbosa Nogueira, de 48 anos, natural de Caicó. 

Alguns dias após o homicídio, mais especificamente na Quinta-feira (17) de Dezembro, o Delegado Paulo Nilo, titular da Delegacia de Polícia Civil da cidade de Apodi, deflagrou uma a Operação Andarilho que tinha como objetivo prender os principais suspeitos na morte do homem. 

Paulo Nilo narra que teve um policial militar que presenciou o homicídio do Gildomar no posto de combustível, em Apodi. Na ocasião, ele disse que este policial chamou o GTO e também a RP para fazer a condução dos suspeitos, mas que após o evento criminoso não conseguiu mais localiza-los.

Os autores do homicídio foi George de Oliveira Nascimento, conhecido por George de Madalena de 47 anos e Erivanaldo Loupo Fernandes, conhecido por Vando de 37 anos,  os dois são de Apodi-RN. George também é comerciante e ex-gerente do Matadouro Público de Apodi-RN.

Na última Segunda, dia 25, o Portal Mossoró Hoje postou uma matéria onde falava que a vítima do homicídio não era um andarilho. Falaram que Gildomar era um foragido da polícia. Foi apresentado na matéria que Gildomar foi preso na cidade de Jucurutu, onde ele estava brigando em um bar e dizendo aos presentes que havia matado duas pessoas.

O portal também contou que Gildomar Cabeça, como é mais conhecido, deveria ficar preso na Penitenciária Agrícola Mário Negócio, mas fugiu, sendo capturado pela Polícia Militar nas imediações da antiga Fazenda São João. Pouco tempo depois, Cabeça fugiu novamente. Também foi redigido que logo após, a vítima teria ido se refugiar na cidade de Apodi, onde terminou morto.

VEJA MAIS: Vítima de homicídio em Apodi não era andarilho e, sim, foragido de Justiça 

O delegado de Apodi disse que a vítima não é foragida de Justiça. E também mostrou documento de busca no sistema, onde não consta ordem e prisão para Gildomar Barbosa. Além disso o Delegado falou que o co-autor do crime Erivanaldo Loupo também é ex presidiário, cumpriu pena por ter furtado a casa da Juiza da comarca de Apodi à época dos fatos

O delegado também garantiu que trabalhou a investigação com imparcialidade. Disse que além de testemunhas de acusação, também ouviu testemunhas de defesa, que foram à Delegacia dizer que os suspeitos George e Erivaldo eram pessoas boas. Estas três testemunhas também afirmaram que a vítima, até então não identificada pela polícia, era arruaceiro.

VEJA MAIS: Apodi: Delegado Paulo Nilo diz que em momento algum se negou ouvir George 

Quanto a motivação do crime, até então sabia-se apenas que Cabeça havia causado problemas no Matadouro Público, onde George era gerente. Teria sido estes problemas, que levou George a afastá-lo do Abatedouro Público, passando a ser alvo de Cabeça, que procurava vingança contra o ex-gerente do abatedouro.

Os advogados Darwin Salles e Marcell Terceiro falaram que a história não foi como havia sido narrado na época. Darwin disse que o cliente dele apenas se defendeu, pois comprovadamente vinha sendo sistematicamente ameaçado pela vítima, que se trata ex-presidiário Gildomar Cabeça e não um inocente andarilho.

Os advogados Darwin Salles e Marcell Terceiro contam e comprovam que tentou apresentar o comerciante George e o ajudante Erivaldo por três vezes e não conseguiu. Os advogados são enfáticos em afirmar que tentaram por três vezes apresentar espontaneamente George e Erivanaldo a Policia e o delegado Paulo Nilo não os recebeu.

“A defesa tenta de plano apenas que o caso seja elucidado de fato. Entendemos que não está se buscando a verdade e que não existe 'andarilho', mas sim, o Gildomar, foragido da justiça e que vivia de aterrorizar a cidade de Apodi. George em momento algum contribuiu para esse fim. Foi caçado de maneira incessante é brutal por 'Cabeça', este que costumava dizer que era matador e extremamente perigoso”, escreve Darwin Sales.

Acrescenta: “George é cidadão de bem, de boa índole, e está com sua vida arruinada por tentar apenas se defender de uma injusta agressão. Preza a defesa pelo contramandado de prisão junto ao Tribunal de Justiça, para que possa contar sua versão sem a sua prisão, pois não foram preenchidos os requisitos para a prisão preventiva”, finaliza Darwin Salles.

Já o advogado Marcell Terceiro, que defende os interesses de Vando, explicou que o cliente dele não teve qualquer participação no crime. Apenas estava no local errado e na hora errada. No máximo, uma testemunha do caso.

O delegado, Paulo Nilo, fala que em nenhum momento houve negativa por parte da Polícia Civil em ouvir o Sr. George e recebê- ló em sede de apresentação. “Foi um crime com características de execução, onde a vítima foi executada com um tiro na cabeça enquanto dormia no pátio do posto. Nosso ordenamento veda a prática de Justiça com as próprias mãos. Se o Sr. George estava sendo ameaçado, por que não procurou a Polícia para registrar uma ocorrência e submeter o caso ao crivo das autoridades? A Polícia Civil, através da Delegacia de Apodi, zela pelo cumprimento da lei e o fim da impunidade.”, disse o delegado Paulo Nilo.

FONTE: Mossoró Hoje 

Aviso: Esse conteúdo não reflete a opinião do nosso portal e é uma matéria criada pelo nosso site, a sua cópia está proibida de acordo com o Art. 184 do CPB, decreto de Lei 2848/40.

Créditos: As fotos e vídeos contidos nesta matéria é de inteira e total responsabilidade de Mossoró Hoje e Delegado Paulo Nilo

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