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Domingo, 09 de maio de 2021
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Coronavírus

Saiba por que há pacientes na fila por leitos covid-19 no RN mesmo com lotação inferior a 100%

Segundo Secretaria de Saúde, leitos disponíveis são para pacientes oncológicos e crianças.

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63 pessoas esperavam por um leito de UTI para Covid-19, no Rio Grande do Norte, durante a manhã desta quinta-feira (15), enquanto o sistema Regula RN apresentava ocupação de 97,3% dos leitos. Diante do quadro, algumas pessoas podem se perguntar por que há fila mesmo sem todos os leitos estarem ocupados. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a principal explicação é a existência de leitos específicos para determinados tipos de pacientes. Entenda mais sobre o assunto nesta matéria.

O sistema Regula RN tem cadastrados todos os leitos críticos e clínicos contra a Covid-19 no sistema público de saúde no estado. Segundo dados da manhã desta quinta, eram 386 leitos críticos (UTI e UCI) e 457 clínicos somente para Covid.

O percentual de ocupação divulgado aponta especificamente a situação leitos críticos, ou seja, os de UTI e UCI. Do total de 386 leitos deste tipo, o sistema informava que, por volta das 11h30, 361 estavam ocupados, 10 disponíveis e 15 bloqueados por motivos como manutenção, falta de insumos e equipamentos, ou mesmo de profissionais.

Porém, para se ter uma ideia, 5 dos 10 leitos disponíveis no horário eram UTIs preparadas especificamente para atender crianças com Covid-19 no Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes. Como os leitos são pediátricos, a unidade não tem condições de atender pacientes adultos, por exemplo.

"São leitos Covid, críticos, do SUS, por isso estão no sistema. Mas são próprios para crianças. Eles acabam baixando a taxa de ocupação de Natal e do estado como um todo", explicou Nicolas Veras, pesquisador do Laboratório de Inovação em Saúde da UFRN e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da plataforma.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde Pública explicou que os leitos que constavam como disponíveis no portal Regula RN, "são leitos com perfis específicos de pacientes, como são os leitos pediátricos ou leitos oncológicos".

Por isso, segundo a pasta, há filas de pacientes à espera por um leito de UTI, mesmo sem a taxa de ocupação de leitos estar em 100%. Na prática, 100% dos leitos que poderiam atender às pessoas na fila estão ocupados.

Outras razões

O pesquisador da UFRN ainda apontou que há outros momentos em que o registro de leitos disponíveis podem causar uma "falsa sensação" de que há vagas sobrando.

"Há casos em que um paciente recebe alta agora pela manhã e aquele leito fica disponível enquanto acontece o trâmite da regulação e os hospitais vão discutir a situação dos pacientes para ver quem vai ocupar o leito. Mas ele já vai ser ocupado, então não está exatamente disponível", considerou.

Nicolas ainda ressaltou que ainda há momentos em que uma região está com demanda menor que as outras e conta com vagas, mas os pacientes de outras regiões não têm condições médicas de passar por uma viagem.

 

Aviso: Esse conteúdo não reflete a opinião do nosso portal e a sua fonte é g1.globo.com/rn

Créditos: As fotos e vídeos contidos nesta matéria é de inteira e total responsabilidade de Sesap

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